Sábado, Dezembro 08, 2001

Edição do dia 8 de dezembro



Irmãs de caridade em busca de ajuda

Com o objetivo de construir uma escola de ensino fundamental e médio, as religiosas da Congregação das Irmãs de Caridade do Japão estão lançando uma campanha para arrecadar doações. A primeira ala do projeto já funciona há 3 anos e possui dez salas. Para a nova etapa foi formada uma comissão que está vendendo relógios de parede. Saiba mais.

Princesa será chamada de Aiko

A agência da Casa Imperial divulgou ontem (sexta-feira 7) o nome da nova princesa japonesa. Ela se chamará Aiko, porém, obedecendo a costumes tradicionais nipônicos, será conhecida durante a infância e juventude como princesa Toshinomiya, ou simplesmente Toshi. O nome da nova princesa é uma combinação de ideogramas que significam "amor" e "criança". O registro oficial está previsto para acontecer na segunda-feira 10. Mais.

COMUNIDADE
Congregação lança campanha para construção de nova ala
A Congregação das Irmãs de Caridade do Japão, instituição religiosa de caráter educacional, assistencial e cultural, sem fins lucrativos, que vem desenvolvendo suas atividades no Brasil desde 1967, acaba de lançar uma campanha para a construção de uma nova ala da Escola Cáritas que mantém no bairro de São Mateus, um dos mais carentes da periferia da capital paulista.

A construção da nova ala permitirá a instalação gradativa do ensino fundamental e médio, com capacidade para atender mil alunos por período. A obra deve ocupar praticamente todo o terreno, de 8.133 metros quadrados, adquirido através de importantes doações de empresários brasileiros e japoneses, benfeitores da Congregação, e o esforço e trabalho de cada membro da instituição.

No local, já está em funcionamento, há 3 anos, a primeira ala, com dez salas, que abriga o curso de educação infantil e a 1ª e 2ª séries do ensino fundamental, com um total de 200 alunos, de 3 a 8 anos. No próximo ano, uma das salas será usada para atender alunos da 3ª série.

Doações — Além das classes de educação formal, a escola também mantém cursos de língua japonesa, teclado, balé, futebol e promove atividades de desenvolvimento social e espiritual para pais, alunos e a comunidade, como o clube das mães, oratório festivo, catequese, orientação familiar, aconselhamento individualizado, atendimento odontológico e atividades culturais (feiras, festas e cursos).

A principal fonte de recursos operacionais é a própria mensalidade dos alunos — R$ 126 (educação infantil) e R$ 138 (ensino fundamental), que cobre apenas as despesas com professores, funcionários e materiais pedagógicos. Além disso, proporciona também bolsas de estudo totais ou parciais para alunos cujas famílias não têm condições de arcar com as despesas.

O orçamento é complementado com doações, receitas de cursos especiais, eventos festivos e venda de peças de artesanatos confeccionadas por mães de alunos e membros da Congregação.

Comissão — A construção da nova ala vem ganhando o apoio de um novo grupo de empresários e voluntários interessados na sua concretização e que estão integrando a Comissão de Construção, encarregada de buscar novos parceiros, no Brasil e no exterior, para viabilizar o projeto.

Além de doações, a comissão está vendendo relógios de parede, que inclui um texto ilustrado. Cada relógio custa R$ 20 (veja posto de venda abaixo).

O projeto da nova ala está a cargo do arquiteto Mário Biselli. A execução da obra — início e conclusão — dependerá dos donativos. Quando estiver pronta, a idéia é deixar o prédio atual somente para alunos da educação infantil, para os quais foi projetado.

De acordo com a proposta da Congregação das Irmãs de Caridade do Japão, na nova ala funcionará não só a escola como também será um espaço aberto para toda a comunidade local, que poderá utilizar suas dependências para atividades culturais, sociais e esportivas, como o auditório.

Interessados em colaborar com o projeto da Congregação das Irmãs de Caridade do Japão podem depositar qualquer quantia na seguinte conta bancária: Banco: Itaú; agência: 0776 — São Mateus; conta número: 34.971-4. Favorecido: Congregação das Irmãs de Caridade do Japão.

POSTOS DE VENDA DOS RELÓGIOS
Shopping Center Norte — (Casio Center Relógios, loja 301, telefone: 11/6222-2589)

Shopping Ibirapuera — (Loja Citizen, loja M-011, piso Moema, tel.: 11/5561-9766)

Shopping Central Plaza (Casio Time Relógios, lojas 216/218, tel.: 11/6163-1205)

Shopping Aricanduva — (Cetus Relógios, loja 258, tel.: 11/6721-9911)

Shopping Metrô Tatuapé — (Casio Metrô Tatuapé, loja 60.T., tel.: 11/6192-9711)

Morumbi Shopping — (Casio Shop, loja 56, Piso Térreo, tel.: 11/5181-2160)

Shopping Paulista — (Casio Shop, loja 439, piso Paraíso, tel.: 11/3266-6168)

Shopping West Plaza — (Casio Shop, loja 1210, bl B, tel.: 11/3872-0528)

Shopping Interlagos — (Casio Sound, loja 247, tel.: 11/5677-3346)

Shopping SP Market — (Casio Tech, loja A-4-18, tel.: 11/5686-2288)

Padre Antonio Cavoli fundou a instituição em 1937 no Japão
A Congregação das Irmãs de Caridade de Miyazaki foi fundada em 15 de agosto de 1937, pelo padre Antonio Cavoli, com o nome de Cáritas (do latim “amor”). O fundador, filho de católicos da região de San Giovanni in Marignano, na Itália, ingressou aos 13 anos no seminário de Remini e ordenou-se sacerdote em 1914.

Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu no exército como capelão. Sua vocação missionária o levou a ingressar na Congregação Salesiana, em Roma, de onde partiu para o Japão, em 1925. Em Miyazaki, na ilha de Kyushu, o padre Cavoli permaneceu como pároco da igreja local por 12 anos.

Apesar da crise econômica que o país atravessava, em 1932 iniciou a construção de um asilo para idosos e um orfanato, que veio a concluir com a ajuda de benfeitores italianos e japoneses. Em 1937, fundou a Congregação das Irmãs de Caridade de Miyazaki. A Segunda Guerra provocou o corte da ajuda do exterior, a interrupção da correspondência e o desespero da falta de meios de sustento.

As irmãs passaram a trabalhar na lavoura, em currais e numa fábrica de artigos de bambus para conseguirem manter a obra de caridade e a própria instituição. No pós-guerra, o padre Cavoli confiou à Congregação a missão de percorrer o mundo, com o objetivo de divulgar a devoção ao Sagrado Coração.

Em 1956, pela primeira vez, as irmãs cruzaram a fronteira e entraram na Coréia. Em 1964, chegaram à América do Sul, inicialmente na Bolívia, depois no Brasil e em seguida, no Peru. Na Europa, estão presentes na Itália e Alemanha; na Oceania, em Papua Nova Guiné e Austrália e, na última década, também nas Filipinas e nos Estados Unidos. O padre Antonio Cavoli faleceu em 22 de novembro de 1972.

Congregação desenvolve atividades no País desde 1967
A Congregação das Irmãs de Caridade de Miyazaki foi registrada no Brasil como Congregação das Irmãs de Caridade do Japão e vem desenvolvendo suas atividades no País desde 1967. As irmãs missionárias provenientes do Japão se dedicaram inicialmente à educação infantil e à pastoral da igreja.

Posteriormente, passaram a desenvolver trabalho com crianças de rua, em convênio com a Febem — Fundação Estadual do Bem-estar do Menor e, mais tarde, assistência à terceira idade, atendendo anciãos de famílias carentes.

Tendo como base a educação, estenderam um trabalho mais intenso para essa área. Surgiu, assim, o Centro de Educação Cáritas Gakuen, na Vila Carrão, e depois a Escola Cáritas em São Mateus, com a finalidade de estender a educação às pessoas menos favorecidas. A Congregação conta atualmente com 29 irmãs em São Paulo, sendo que 5 prestam serviços na escola em São Mateus, e outras 3 em Tubarão (SC).

Além da atividade escolar, a Congregação mantém desde 1981, o Lar Santo Antônio de Educação e Assistência Social, em Biritiba Mirim (SP), que abriga 50 crianças abandonadas ou de famílias carentes, e que recebem assistência necessária até concluírem o ensino fundamental. Desde 1987, administra também o serviço de Assistência Social Dom José Gaspar, com 120 idosos.

Mais informações sobre a Congregação das Irmãs de Caridade do Japão podem ser obtidas pelos telefones: 11/6919-9543 ou 295-5326, ou ainda pessoalmente na rua doutor Suzano Brandão 860.
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JAPÃO
Definido nome de nova princesa japonesa
A primeira filha do casal de príncipes herdeiros Naruhito e Masako, que nasceu no sábado 1º, ganhou oficialmente seu nome ontem (sexta-feira 7). Ela irá se chamar princesa Aiko, conforme divulgou a agência da Casa Imperial ontem.

O imperador Akihito escolheu o nome da criança em uma cerimônia realizada no sétimo dia após o nascimento da nova princesa, seguindo as tradições monárquicas. De acordo com a agência da Casa Imperial, espera-se que Masako e a filha deixem o hospital hoje (sábado 8).

Para comemorar a chegada da mais nova integrante da Família Imperial, um banquete especial foi celebrado na noite de ontem em Tóquio. O evento contou com a presença do imperador, a imperatriz Michiko, o príncipe herdeiro e outros integrantes do clã.

Tradição — Como de hábito na Família Imperial, a recém-nascida também ganhou um nome com o qual ela será chamada durante sua juventude. O imperador escolheu Toshinomiya, ou princesa Toshi, conforme revelou em uma coletiva de imprensa o chefe da Divisão de Assuntos Gerais da agência da Casa Imperial, Hirofumi Oka.

Já os pais da nova princesa escolheram uma flor de azaléia como o símbolo para a filha. De acordo com a agência, a escolha representa a esperança de que a criança tenha um coração puro.

O nome da herdeira, escrito em papel artesanal, foi entregue ao mantenedor do palácio do príncipe herdeiro, Kiyoshi Furukawa. Depois que o príncipe Naruhito recebeu o papel, este foi levado ao hospital onde a mulher e a filha estão, nas cercanias do Palácio Imperial. O nome foi entregue à princesa Masako e então colocado ao lado do travesseiro do bebê.

Após a cerimônia que revelou o nome da nova princesa os integrantes da Família Imperial receberam os cumprimentos de diversas autoridades, entre elas o primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi.

A origem do nome — Segundo a agência japonesa de notícias Kyodo, ao escolher o nome da nova princesa o imperador levou em conta uma lista de nomes e o desejo dos pais da criança. O ideograma de origem chinesa que representa a partícula “ai” significa “amor”, e “ko” é “criança”. Este último kanji, aliás, já é uma tradição no final dos nomes femininos da Família Imperial. O ideograma que representa “toshi” significa “respeito”.

Os ideogramas foram retirados de um verso em chinês cuja tradução livre seria: “aqueles que amam o próximo serão amados pelos outros por todo o tempo, e aqueles que respeitam os outros serão da mesma forma respeitados pelo próximo para sempre”.

O registro do nome da princesa Aiko deve acontecer na segunda-feira 10. O clima de festa na Família Imperial prossegue durante o final de semana, pois a princesa Masako irá completar mais um aniversário amanhã (domingo 9). A princesa fará 38 anos.
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NOTAS
Sociedade de Consultores encerra fase de projeto
A organização não-governamental Sociedade de Consultores encerra hoje (sábado 8) na Câmara Municipal de São Paulo mais uma fase do projeto Sociedade das Crianças. O evento acontece a partir das 13h. Espera-se a participação de 200 pessoas na festa de final de ano.

O projeto vem atendendo crianças de escolas públicas da capital paulista desde 1998. Uma equipe de psicólogos e psicopedagogos já trabalhou em sete escolas neste período, auxiliando um universo de 8 mil crianças e prestando atendimento direto a mais de 400 delas com problemas de comportamento e desajustes na família.

Neste ano, o projeto atendeu 120 crianças de duas escolas das zonas leste e sul da capital. O trabalho envolveu o empenho de oito profissionais. A escolha da Câmara Municipal como local para encerramento das atividades não é uma novidade.

Quem quiser conhecer mais o trabalho da ONG pode entrar em contato pelo telefone 11/3277-2492 (com Décio ou Kyoko) ou obter mais informações pelo site da entidade. Outra opção é dar um pulinho hoje (sábado 8) entre as 13h e as 17h na Câmara. O endereço de lá é viaduto Jacareí 100, Centro, São Paulo.

Pesquisa — Convênio entre os pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e da Divisão de Epidemiologia e Prevenção do Câncer do Instituto de Pesquisa em Câncer de Aichi realizam neste final de semana palestras para esclarecer dúvidas sobre o resultado de exames realizados com voluntários no primeiro semestre. Gratuitas, as palestras acontecem hoje (sábado 8) no Coopercotia Atlético Clube (acesso pela rodovia Raposo Tavares km 19,5 sentido interior-capital, Parque Ipê, São Paulo) às 14h.

Amanhã (domingo 9) elas serão na Associação Cultural Tottori Kenjin do Brasil (rua Dona Cesária Fagundes 323, Mirandópolis, São Paulo), às 9h, e na Associação Okinawa do Brasil (rua Tomás de Lima 72, Liberdade, São Paulo), a partir das 14h.
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Quinta-feira, Dezembro 06, 2001

Edição do dia 6 de dezembro


Conheça a arte do katari

Conhecida como uma das mais tradicionais técnicas de narração clássica do Japão, o katari será mostrado aos brasileiros em detalhes nos próximos dias. Confira os detalhes e programe-se para as apresentações e oficinas que acontecem em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Simpósio pode acontecer em 2 anos

Graças à participação do público e à importância do tema, o simpósio 15 anos de movimento dekassegui: desafios e perspectivas deve acontecer novamente dentro de 2 anos. Do primeiro encontro ao realizado no sábado 1º passaram-se 5 anos. Os organizadores querem abreviar este prazo. Saiba mais.

Banespa volta-se para remessas de dekasseguis

Uma opção tentadora para grandes bancos e uma movimentação global de aproximadamente US$ 2 bilhões por ano. A quantia, correspondente ao total médio enviado pelos trabalhadores brasileiros que estão no Japão, abre o apetite de grandes bancos como o Banco do Brasil e o conglomerado Sudameris. O Banespa, que possui a segunda maior carteira de clientes, não poderia ficar de fora e acaba de lançar o projeto Japan Desk. Leia mais.

CULTURA
Kojima traz pela primeira vez ao Brasil a técnica do katari
Os brasileiros terão oportunidade de conhecer uma das mais tradicionais e expressivas técnicas de narrativa clássica japonesa — o katari, que remonta à Idade Média e que tem poucos representantes no próprio Japão capazes de apresentá-la. Serão quatro workshops e apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, os workshops e apresentações acontecem amanhã (sexta-feira 7), na Casa da Cultura Japonesa; sábado 8, no Espaço Cultural da Fundação Japão; e domingo (9), na Sociedade Cultural ABC, em Santo André. No dia 10, a apresentação será no Centro Cultural do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro.

O grupo é formado por três artistas japonesas, que estão vindo ao Brasil especialmente para estas apresentações: a recitante Teruyo Kojima, Kimiko Iwata (shamisen) e Takae Niiya (ancurun). A elas junta-se a percussionista japonesa radicada no Brasil, Midori Onaga. As quatro interpretarão o romance clássico japonês Genji-Monogatari, ou Contos de Genji, que data do século 11.

Improviso — O objetivo é não só mostrar ao público brasileiro esta técnica milenar japonesa de recitação — acompanhada por músico a cargo de instrumentos típicos do Japão (shamisen), Indonésia (ancurun) e Brasil (percussão) — como também promover o intercâmbio entre o Brasil e o Japão, através da recitação de lendas e mitos brasileiros em japonês e dividindo o palco com artistas brasileiros.

Segundo Midori Onaga, que costuma se apresentar com músicos japoneses, como o pianista Fumio Itabashi, disse que conhece a técnica através de vídeo e que o público pode esperar uma apresentação à base de muito improviso. “Quem assistir certamente se emocionará. Trata-se de uma narrativa linda e muito sensível”, explica.

Genji — Escritos por Murasaki Shikibu por volta do ano 1010, os Contos de Genji preenchem 54 volumes e descrevem as aventuras e desventuras amorosas dos nobres e suas damas, tendo como protagonista Hikaru Genji (espécie de Don Juan japonês).

Oferecem, portanto, um atraente relato da vida na sociedade aristocrática japonesa no século 10 e 11, assim como da elegante cultura do período Heian, ressaltando seu estetismo colorido com uma suave melancolia. O primeiro grande romance da história literária japonesa foi escrito por uma das damas da corte Heian — era comum que elas escrevessem prosa e poesia de qualidade.

As apresentações incluem a história de Genji narrada em japonês contemporâneo, com acompanhamento musical, e tradução para o português. Na segunda parte, o katari será utilizado para contar lendas e mitos dos índios brasileiros.

Os workshops enfocarão o romance Genji-Monogatari, origem e história do shamisen e ancurun, além da técnica do katari.

KATARI — LEITURA CLÁSSICA JAPONESA EM NARRAÇÃO E MÚSICA
Datas e locais:
7/12 — Casa da Cultura Japonesa (aveinda Professor Lineu Prestes 159, Cidade Universitária, São Paulo, tel.: 11/3031-9665); workshop: 14h; apresentação: 15h

8/12 — Espaço Cultural da Fundação Japão (avenida Paulista 37, 1º andar, Paraíso, São Paulo, tel.: 11/3141-0110); workshop: 19h; apresentação: 20h

9/12 — Sociedade Cultural ABC Santo André (rua Santo André 661, Vila Assunção, Santo André — Grande São Paulo, tel.: 11/4109-4314); apresentação: 16h

10/12 — Centro Cultural do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro (Praia do Flamengo 200, 10º andar, Flamengo, Rio de Janeiro, tel.: 21/3461-9595)

A entrada para todas as apresentações é franca, porém as vagas são limitadas.

Saiba um pouco mais sobre as artistas
Teruyo Kojima — Trabalhou na Exposição Mundial em Nova York e na embaixada da Inglaterra em Tóquio. As múltiplas atividades profissionais propiciaram a Teruyo Kojima ótimos conhecimentos da língua inglesa. Em seu retorno ao Japão, trabalhou na TBS (emissora de televisão japonesa) e chefiou durante 12 anos um programa de turismo como apresentadora bilíngüe (japonês-inglês). Estreou como recitante de katari em 1989. Já atuou nos palcos mais importantes do Japão, como o Teatro Nacional, Teatro Artístico deTóquio e no auditório da rede de televisão NHK na presença do imperador Akihito e da imperatriz Michiko. Contracenou ainda com celebridades japonesas e estrangeiras, como o professor Seidensticker, da Universidade de Columbia (EUA); o professor Kindaichi Haruhiko; e a escritora Michiko Nagai; entre outros.

Takae Niiya — Formada em música pela Faculdade de Musashino, conheceu o ancurun (instrumento de percussão típico da Indonésia, feito de bambu) entre 1992 e 1995, período em que morou em Cingapura. No retorno ao Japão, formou o grupo musical Inda Putouri em torno do ancurun. No repertório, música clássica ocidental, japonesa e da Indonésia. Além de concertos e shows convencionais, Takae também faz terapia com ancurun em asilos para idosos e deficientes físicos, num importante trabalho voluntário (em abril deste ano a NHK exibiu um programa especial sobre estas atividades).

Kimiko Iwata — Instrumentista de shamisen. Em 1971, depois de se formar em música clássica japonesa pela Universidade de Belas Artes de Tóquio, ingressou no grupo Nagauta Touon Kai. Atualmente, dedica-se à formação de músicos como professora assistente do Departamento de Música Japonesa na mesma Universidade.
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DEKASSEGUI-1
Seminário que analisa fenômeno pode se repetir dentro de 2 anos
Os organizadores do simpósio que analisou os 15 anos do fenômeno dekassegui, realizado no sábado 1º em São Paulo, estão avaliando os resultados do evento. Uma coisa, porém, já é dada como certa. Um simpósio semelhante pode acontecer novamente dentro de 2 anos. “Levamos 5 anos de intervalo entre o primeiro encontro e este. Nossa idéia é realizar novos encontros com mais freqüência”, disse o integrante da comissão organizadora e apresentador do seminário, o psiquiatra Décio Nakagawa.

Intitulado Simpósio 15 anos do movimento dekassegui: desafios e perspectivas, o encontro reuniu especialistas e debatedores de diversas áreas que foram divididos em quatro blocos distintos. O primeiro apresentava entidades que prestam serviços aos dekasseguis, o segundo debatia a questão da educação, o penúltimo, já na parte da tarde, discutia saúde e previdência, enquanto o derradeiro abordava aspectos legais.

Público — A entrada franca e a importância dos temas atraíram um público que se não chegou a lotar o auditório do Instituto Sedes Sapientiae mostrou-se bastante interessado nos blocos apresentados. Mesmo com a platéia caindo um pouco no período da tarde, muitos pouco saíam do auditório durante os intervalos das mesas debatedoras.

“Estimamos que a presença chegou a uma média de 100 pessoas com picos de 120”, estimou Décio Nakagawa. De acordo com o psiquiatra, a impressão geral do público foi de que quando se trata de trabalho no Japão, eventos como o simpósio mostram que não se está sozinho. “Chegou-se à conclusão de que é importante pensar e atuar em conjunto, mas, ao mesmo tempo, ficou em todos nós a consciência de que há ainda um longo caminho a percorrer”, arrematou.

Conclusões — As conclusões do seminário serão reunidas em uma brochura que deve ser distribuída aos participantes que se cadastraram ao participar do encontro. O trabalho irá apresentar também trabalhos sobre a questão dekassegui de pesquisadores que por uma razão ou outra não puderam estar presentes no seminário. Este material, segundo Nakagawa, deve estar pronto até meados deste mês.

Além de ser distribuído aos participantes, o material também estará disponível para consulta no Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB), localizado no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo, rua São Joaquim 381, Liberdade, São Paulo). O telefone da administração do MHIJB é 11/3209-5465.

O simpósio foi realizado pela Sociedade de Consultores, teve apoio do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (Ciate), Instituto Sedes Sapientiae e Clínica Sunrise e contou com patrocínio do Banespa. (Marcelo Melo)
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FESTIVAL UCHINANCHU
Comitiva brasileira é destaque em Okinawa
Durante quatro dias, a Província de Okinawa recebeu uchinanchus (descendentes da ilha de Okinawa) do mundo inteiro e estrangeiros que mantém profundos vínculos com Okinawa. Realizado de 1º a 4 de novembro, o Festival tem como objetivo ampliar a rede que interliga os uchinanchus do mundo e contribuir para o mútuo desenvolvimento através da promoção de atividades de intercâmbio nas áreas de economia, cultura e educação.

Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 300 mil okinawanos e seus descendentes espalhados pelo mundo. Entre os diversos países que marcaram presença, a delegação brasileira foi a mais numerosa, com cerca de 400 participantes.

A programação teve início no dia 31 de outubro, com a cerimônia de plantação de árvore comemorativa no Parque Florestal da Paz de Okinawa e um desfile reunindo todos os participantes. A solenidade de abertura, no dia 1º de novembro, foi realizada no Salão de Exibições do Centro de Convenções.

Foram programados vários eventos que tomaram conta da ilha como Bazar Mundial, Festival de Intercâmbio, exposição sobre a história dos uchinanchus no mundo: Passado, Presente e Futuro, Exposição Internacional dos Negócios, Simpósio Uchinachu, Festival de Música, Festival de Arte Tradicional de Okinawa, apresentação do Teatro de Okinawa, Conferência Mundial dos Estudantes de Okinawa, Torneio Internacional de Gatebol e Festival de Karatê e Artes Marciais.
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DEKASSEGUI-2
Banespa abre projeto Japan Desk de olho nas remessas de dekasseguis
O Banespa aproveitou a cerimônia que marcou o primeiro ano em que seu controle acionário foi transferido para o Santander para inaugurar o projeto Japan Desk Banespa. O evento contou com a presença do presidente do grupo Santander Banespa, Gabriel Jaramillo, e aconteceu na agência central do banco, no centro da capital paulista, no dia 27 de novembro.

A nova agência central pretende tornar-se um modelo para toda a rede de agências do banco. Além do projeto Japan Desk, haverá outros espaços especiais para atrair novos clientes e manter os atuais, como Sala de Ações, Sala de Câmbio Manual e o Projeto Anhembi. Embora possua mais de 20 mil correntistas cadastrados, a agência número um do Banespa pretende combinar a modernidade do auto atendimento com um serviço personalizado.

“A inauguração da agência Central é simbólica pelo fato de termos cumprido aquilo que prometemos ao adquirir o Banespa: investir na modernização da rede e no treinamento de nossos funcionários para oferecer o melhor atendimento do mercado aos nossos clientes”, afirmou o presidente Gabriel Jaramillo. “Todos os clientes serão atendidos sentados”, acrescentou Jaramillo referindo-se ao atendimento da agência.

Antes da partida — De acordo com o coordenador do projeto Japan Desk Banespa, Milton Kamia, o objetivo é conquistar o cliente antes que ele viaje ao Japão. “Nossa estratégia com a iniciativa é atender o dekassegui antes do embarque, pois nossa rede é muito forte especialmente no interior do estado de São Paulo, de onde parte mais da metade dos trabalhadores brasileiros que vão para o país”, revelou.

Mesmo se tratando de um projeto piloto, a idéia é estender o Japan Desk a outras agências. O próximo passo será montar um espaço semelhante dentro da agência que o banco possui no bairro paulistano da Liberdade, dentro de aproximadamente três meses. “Nossa meta dentro de um ano é mantermos quatro espaços, dois deles no interior paulista”, antecipou Milton Kamia.

Os clientes dekasseguis representam um filão atraente para qualquer instituição financeira. Estima-se que os mais de 250 mil brasileiros que residem atualmente no Japão remetam uma média de US$ 2 bilhões a cada ano para o País.

Concorrência — Além do Banespa, o Banco do Brasil e o Sudameris também trabalham com o sistema de remessas. Comentários do mercado dão conta de que dois bancos privados brasileiros também devem voltar-se para esta parcela de público em breve.

O próprio Banco do Brasil já dispõe de um espaço semelhante, chamado de Sala Dekassegui, em sua agência do bairro da Liberdade. O novo setor foi aberto há cerca de 1 ano e é o único da rede. De agosto de 2000 até outubro passado atendeu 1,5 mil pessoas. Atualmente, segundo a própria instituição, 54% das ordens de pagamento enviadas do Japão para o Brasil circulam pelo Banco do Brasil, o que o coloca na liderança desta corrida.

Já o Sudameris em parceria com instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançou no início do segundo semestre de 2001 o Fundo Mútuo de Investimentos em Empresas Emergentes, também conhecido como Fundo Dekassegui.

O Banespa recebeu 35 mil ordens de pagamento em 2000. O Japan Desk irá se dedicar basicamente ao recebimento de depósitos e a orientação de como fazer operação semelhante no Japão além da venda de produtos.

O Japan Desk está localizado na rua Boa Vista 263, 2º andar, Centro, São Paulo. O telefone de lá é 11/3249-9231. (Marcelo Melo)
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FESTA
Toyo Matsuri acontece no final de semana na Liberdade
Os organizadores garantem que está tudo pronto e a expectativa geral é grande para a 33ª edição do Toyo Matsuri — Festival Oriental, que acontece neste final de semana no bairro oriental da Liberdade, em São Paulo.

O evento abre os festejos natalinos do bairro oriental e servirá também para comemorar o Dia do Bairro da Liberdade. A data foi instituída por uma lei municipal de 1995. Em paralelo ao Toyo Matsuri, acontece também o Festival de Comidas. Ambos os festejos irão paralisar as ruas do bairro nos dias do evento, especialmente o trecho da rua Galvão Bueno próximo da praça da Liberdade.

O festival é organizado pela Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (Acal). Dentre as atrações, os organizadores prometem danças folclóricas orientais e russas, mikoshi (andor), taiko (tambores), e eventos realizados para os jovens (mais dança e mais som). Confira a pré-programação, sujeita a alterações.

sábado 8
14h — ginástica (rádio-taissô)

14h30 — cerimônia xintoísta no Jardim Oriental (rua Galvão Bueno, entre rua Américo de Campos e praça da Liberdade)

15h — abertura oficial (praça da Liberdade)

15h40 — apresentação da Miss Quimono 2001

16h — início das atrações culturais orientais

19h — atrações do departamento de jovens da Acal

22h — encerramento do dia

domingo 9
12h — karaokê (jovens)

13h — início das atrações culturais orientais

14h — apresentação da Miss Quimono 2001

17h30 — atrações do departamento de jovens da Acal

20h — encerramento do evento
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NOTAS
Japoneses de Fukuoka trocam experiências sobre saneamento em São Paulo
Uma delegação de Fukuoka está em São Paulo desde o início da semana para trocar experiências com técnicos brasileiros sobre o tratamento de resíduos sólidos. O sistema de tratamento de aterros sanitários da cidade japonesa, que tem cerca de 2 milhões de habitantes, é feito através de processo aeróbico.

Neste mecanismo, o ar circula por dentro do lixo acumulado, permitindo menor produção de chorume (resíduo líquido que sai do lixo amontoado), gases e uma recuperação mais rápida destes locais para outros fins, como a criação de parques, mesmo que já estejam desativados.

Os especialistas já visitaram aterros da cidade e devem realizar amanhã (sexta-feira 7) uma reunião final para a apresentação de resultados e propostas. O encontro é mediado pela Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura paulistana.

Diabetes — Hoje (quinta-feira 6) e amanhã (sexta-feira 7), das 8h30 às 15h, o Hospital do Servidor Público Municipal paulistano realizará a 19ª Feira de Diabetes. O principal objetivo da equipe de profissionais de diabetes do hospital, ao realizar este evento, é dar oportunidade às pessoas de desmistificar a doença e perceber que é possível conviver com ela sem tanta dificuldade.

O evento, que acontece no anfiteatro Doutor Argos Meirelles, localizado no 9º andar do hospital, é gratuito e aberto ao público. Durante os dois dias serão realizados testes diagnósticos nos intervalos das palestras. O endereço do hospital é rua Castro Alves 60, Liberdade, São Paulo. O telefone é 11/3208-2211.

Exposição — Aberta ontem para convidados e a partir de hoje até o dia 16 para o público em geral, a mostra Craft art reúne trabalhos da equipe de Beth Lima, Moema Prado e Solange Muramatsu. Como convidados, figuram os artistas Danilo Blanco, Deryn Pompéia, Mayumi Ito, Maidaira e Renato Imbroisi.

A exposição está aberta à visitação das 10h às 19h no Espaço Imaginário e Oficinas (rua Fidalga 193, Vila Madalena, São Paulo, tel.: 11/3814-3536). Todos os trabalhos mostrados estarão disponíveis para venda e a entrada para apreciar a mostra é gratuita.

Produtos caseiros — Acontece hoje (quinta-feira 6) e amanhã (sexta-feira 7) no estacionamento da Sociedade Beneficente (SBC, rua Blumenal 320, próximo ao Ceagesp, Vila Leopoldina, São Paulo) a 5ª Feira de Produtos Caseiros. Haverá venda de doces e salgados caseiros, verduras, legumes, flores e frutas diretamente dos produtores, além de artesanatos.

A realização é da Associação Cultural dos Departamentos de Senhoras Cooperativistas (Adesc) e a feira conta com apoio da organização não-governamental Oisca-Brasil, Escola Fazenda Cooper-rural e SBC, além da participação das Sementes Sakama e Associação de Ex-estagiários da Confederação das Cooperativas Agrícolas do Japão (AEE-Jatak).

Beneficente — A Igreja Adventista do Sétimo Dia Nipo-brasileira continua com a sua campanha de alimentos não-perecíveis Pão dá vida que irá beneficiar o Lar Infantil Vovó Josefina. A campanha irá até 15 de dezembro. As doações serão aceitas aos sábados das 9h às 18h. A igreja fica na rua Mauro 32, próximo ao metrô Saúde, Saúde, São Paulo. Informações: 11/5581-5451 (sábados).
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DIA 16
Inscrições abertas para 3º Kohaku Utagasssen Dance Beneficente
O Grupo de Amigos de São Paulo estará realizando no próximo dia 16, a terceira edição do Kohaku Utagassen Dance Beneficente e o 2º Concurso de Dança. O objetivo é proporcionar aos “quarentões” momentos de alegria e confraternização, além de solidariedade à sociedade beneficente Casa da Esperança (Kibo-no-Iê).

“Acreditamos que o Kohaku Utagassen Dance é o primeiro evento do gênero no mundo”, conta o presidente da comissão organizadora, José Iritsu, lembrando que “em 1999 e em 2000 a equipe feminina ficou com o título e este ano os homens estão querendo dar o troco”.

Para participar dos eventos, é necessário se inscrever antecipadamente e, no dia, levar algum produto de limpeza. A taxa de entrada, no valor de R$ 5, inclui missoshiru, café, chá, bolacha, almoço, além de participarem gratuitamente dos sorteios. Iritsu informa ainda que o Grupo de Amigos São Paulo promove, há três anos e meio, todos os domingos, o karaokê-dance, “que se tornou conhecido também no Japão com reportagens do canal 333 e que foi noticiado amplamente naquele país”.

Anote o endereço do local: Teatro Lega Itálica — praça Doutor Almeida Júnior 86, Liberdade (continuação da rua Américo de Campos, entre as ruas da Glória e Conselheiro Furtado), São Paulo.

Mais informações pelos telefones: 11/3751-2180 ou 5844-3410 (com Emília).
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HOJE
Concerto de Natal reúne corais no Bunkyo
Os corais Bunkyo, Paineira e Piccolo antecipam o espírito natalino e realizam hoje (quinta-feira 6), a partir das 20h30, no grande auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (rua São Joaquim 381, Liberdade, São Paulo), o 11º Concerto de Natal Beneficente. A entrada custa R$ 10 e a renda será revertida em prol da Associação Aliança pela Vida, Casa do Caminho e Ikoi-no-Sono. Informações pelo telefone: 11/3208-1755.
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DIA 9
Cerimônia celebra “Iluminação de Buda”
A Organização de Budistas Leigos Risho Kossei-Kai do Brasil estará realizando no domingo 9, em sua sede (rua Doutor José Estefno 40, Saúde, São Paulo), uma cerimônia religiosa ewm comemoração à Iluminação do Buda Shakyamuni.

A cerimônia religiosa será celebrada pelo reverendo Yoshikazu Mori, presidente da Risho Kossei-Kai do Brasil. Às 11h está programado um relato de experiência e às 11h30, uma palestra sobre o significado da iluminação de Shakyamuni. Informações pelo telefone: 11/5549-4446.
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